domingo, 20 de junho de 2010

Viva o carbonato de cálcio

Caderno, lapiseira. Apostila compartilhada, obrigada pela gentileza. Gregório de Matos, etc. Eu sei que não tem mistério, mas a falta de jeito complica a coisa, e a timidez, principalmente. Mas o jabuti vai longe.
Não faz sentido. É, nada faz sentido, me sinto escrevendo um monte de maluquices sem conexão, mas é o que caracteriza o turbilhão de sentimentos, ideias e nervos da situação. Escrava fiel de verossimilhança interna e por ela busco me entender.
Enfim, replay.
Minutos correm, aparentemente nada muda.
Uma ova. Dois corações batendo trilhões de vezes nesses minutos e a tensão os músculos estriados esqueléticos faz parecer que nada mais importa, a não ser a espreita do movimento de mãos alheias. Sim, é quando ao lado parece mais longe que qualquer lugar.
Sendo observada e analisada cuidadosamente, mesmo que de canto de olho, me remete àquele “não sei o que fazer” então prefiro a estagnação. Fico a mirar apenas o quadro negro, à frente, lá longe, cheio daquele carbonato de cálcio que me dá dor de cabeça, sem arranjar forças nem para realizar minhas anotações, enquanto praticamente enlouquecia com o toque de olhos sobre minha epiderme, e ainda, ao mesmo tempo, procurando esconder tudo.
Quando, finalmente, surge algo que nos força a deixar a actina e a miosina de lado, possuem-nos aqueles instantes (ah, aqueles instantes) nos quais mergulhamos nas íris um do outro, terna e fantásticamente.
Mágico, mágico.
Não me leve a mal, não me entenda, isso é tudo.

domingo, 30 de maio de 2010

Eletricidade.

A projeção da faísca do toque rejeitado, afastado, temido. Contudo, imensamente, intensamente almejado.
Medo. Crítica, repressão. Que fique assim guardado e subentendido.
Até que minha própria vontade me liberte.
Medo, muito medo. Isso faz mal, sabia?

Introdução

Escrever, escrever. É uma terapia. Se não fosse, por que as pessoas se exporiam? Nunca estou sozinha. Estou comigo mesma, com meus pensamentos, palavras, imagens e preguiça. Não posso deixar de agradecer, principalmente, aos meus cadernos e lapiseira. Estão sempre comigo e me permitem um mundo de escapes. Se minha lapiseira fosse um ser humano, me casaria com ela. Sério. E a devoraria todos os dias, como faço com as caixas e mais caixas de grafite.
Eterna companheira, me permite demonstrar parte - só parte - do que não consigo por meio de frases e ações. A outra parte é trancada, escondida de tudo e de todos, até de mim. Através de textos ou de minhas imagens, ela é a minha arma. Contra o mundo e contra o desespero, de me ver longe de mim.